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domingo, 19 de dezembro de 2010

Notícias do fime "NOSSO LAR"


17. Dezembro 2010 - 16:03


Diretor de fotografia assina sucesso de bilheteria no Brasil

Legenda: Cena do filme "Nosso Lar". (Cortesia)
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Por Maurício Thuswohl, swissinfo.ch
“Nosso Lar” é um filme que já foi assistido por mais de quatro milhões de espectadores no Brasil.
Seu diretor de fotografia é o suíço Ueli Steiger, radicados nos EUA e figura tarimbada em vários sucessos de bilheteria. swissinfo.ch o entrevistou.
Após uma longeva temporada de mais de três meses de exibição no grande circuito das principais cidades do Brasil, o filme “Nosso Lar”, baseado no conhecido livro psicografado pelo médium Chico Xavier, saiu de cartaz no início de dezembro como um dos maiores êxitos desde a retomada da produção cinematográfica nacional. Com custo final estimado em US$ 10 milhões, “Nosso Lar” superou a marca de 4 milhões de espectadores em todo o país e atingiu o patamar de R$ 40 milhões em arrecadação nas bilheterias. O impressionante desempenho observado de Norte a Sul do Brasil tornou o filme de temática espírita dirigido pelo cineasta carioca Wagner de Assis o segundo maior sucesso nacional de 2010. “Nosso Lar” ficou atrás somente do fenômeno Tropa de Elite 2 que, com quase 11 milhões de espectadores e ainda em cartaz, já é o maior sucesso de bilheteria da história do cinema brasileiro. Uma das qualidades destacadas pelos críticos em “Nosso Lar” é seu apurado estilo visual, que confere uma atmosfera onírica, misturada a elementos de filmes de ficção científica, à narrativa transmitida pelo espírito André Luiz sobre as coisas que lhe acontecem após morrer e deixar a Terra. Por trás da singular assinatura visual do filme brasileiro está o conceituado profissional suíço Ueli Steiger, radicado desde os anos 1980 em Los Angeles (Estados Unidos), onde fez a fotografia de grandes sucessos de Hollywood, como “Godzilla”, “O Dia Depois de Amanhã”, “Austin Powers” e “Vida de Solteiro”, entre outros. Boa experiência A sensação de participar de um grande sucesso de público pela primeira vez no Brasil é “muito boa”, diz o suíço, que conversou com a swissinfo.ch por telefone de sua casa em Los Angeles durante um breve período de folga durante um intervalo nas filmagens de uma produção na Alemanha. Ele afirma ter um carinho especial pelo Brasil: “Eu já conhecia os filmes brasileiros, é claro. O Brasil tem uma longa história de grandes filmes”, diz. Ueli Steiger conta que sua relação com o Brasil se tornou mais estreita há alguns anos, quando estudou na Film School of London (Escola de Filme de Londres) e construiu amizade com o cineasta brasileiro Aluízio Abranches, então seu colega de curso. Convidado pelo amigo brasileiro para fazer a fotografia do longa-metragem “Do Começo ao Fim”, o suíço abriu novas portas para sua carreira: “No Brasil, passei ótimos momentos e tive experiências profissionais muito interessantes”. Outros contatos no Brasil foram logo surgindo para Steiger: “Pudemos fazer alguns pequenos filmes, e fiz diversos novos contatos. Um desses contatos foi com o Wagner de Assis do ‘Nosso Lar’. Ele me falou sobre o filme, me disse que o projeto era muito ambicioso, e me convidou para ajudá-lo a fazer”, conta. Segundo Steiger, o processo de produção de “Nosso Lar” obedeceu à mesma lógica dos outros filmes nos quais trabalha em Hollywood: “Estive no Rio, fiz as primeiras reuniões com o produtor de design e o diretor do filme. Na minha cabeça, logo ficou claro que se tratava de um filme complexo porque é um tipo de filme espiritual onde os efeitos devem desempenhar um papel diferente do desempenhado em um filme de ficção científica”. Para colocar em prática o que havia pensado, Steiger comandou, além de alguns profissionais contratados no Brasil, uma pequena equipe que trouxe de Los Angeles e que sempre o acompanha, formada pelos técnicos norte-americanos Scott Drinon, Reid Russell e Joe Sanchez.

Ueli Steiger durante as filmagens no Rio de Janeiro. (www.imdb.de)
Conceito visual Apesar de suas experiências recentes com os exageros visuais do cinema-catástrofe, Steiger optou por um maior comedimento em “Nosso Lar”, como admite: “Tratava-se de um filme religioso, um filme muito moral. Por isso, eu procurei trilhar um caminho, digamos, old fashion. Procurei buscar inspiração em coisas que eu gosto, do tipo Star Wars”. A abordagem mais comedida, segundo o suíço, não significou um menor grau de dificuldade: “No começo foi preciso tomar uma decisão muito complicada sobre o que fazer aparecer como efeito e o que fazer aparecer como real nesse ambiente chamado de ‘Nosso Lar’ pelo personagem-narrador, o André Luiz. Por experiência, sabia que quanto mais elementos reais houvessem para serem trabalhados no computador, mais complicado seria para que o resultado visual ficasse bom”. Outra preocupação constante de Steiger era o respeito ao orçamento do filme, terreno onde as realidades no Brasil e em Hollywood são bem distintas: “Efeitos visuais podem tornar muito cara a produção de um filme. Os filmes com grandes efeitos especiais são muitos caros para os padrões brasileiros. Avatar, por exemplo, custou US$ 50 milhões de dólares”, diz. “Nosso Lar 2” O enorme sucesso de “Nosso Lar” já faz surgirem na grande imprensa as primeiras especulações sobre a produção de uma continuação, desta vez baseada no livro “Os Mensageiros”, também psicografado por Chico Xavier a partir de um relato transmitido pelo espírito André Luiz. O filme “Nosso Lar 2” contaria novamente com a direção de Wagner de Assis e, provavelmente, com nova participação de Ueli Steiger. Como a nova produção ainda não foi oficialmente confirmada, o suíço diz ainda não ter novos projetos em vista no Brasil, mas deixa escapar que novidades podem surgir em breve: “É claro que eu espero trabalhar em breve no Brasil novamente! Espero trabalhar novamente com Wagner de Assis. Eu espero ansioso para voltar ao Brasil porque nós criamos uma equipe de trabalho de muita qualidade e eu tive experiências muito interessantes no Rio e em Brasília”.


Maurício Thuswohl, swissinfo.ch

Rio de Janeiro

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Deus nos concede, a cada dia, uma página de vida nova no livro do tempo. Aquilo que colocamos nela, corre por nossa conta." Chico Xavier