OLHARES

OLHARES
ESPIRITISMO

segunda-feira, 30 de setembro de 2013


Quanta verdade! ele sabia... 
sofredores somos todos nós,povo deste BRASIL.

Leiam e julguem por si próprios, quanto tempo de injustiça e abandono.
temos sido relegados, ao descaso, ao desrespeito, até quando? 




SINTO VERGONHA DE MIM

Sinto vergonha de mim, por ter sido educador de parte deste povo, por ter batalhado sempre pela justiça, por compactuar com a honestidade, por primar pela verdade, e por ver este povo já chamado varonil, enveredar pelo caminho da desonra.
Sinto vergonha de mim, por ter feito parte de uma era que lutou pela democracia, pela liberdade de ser e ter que entregar aos meus filhos, simples e abominavelmente a derrota das virtudes pelos vícios, a ausência da sensatez no julgamento da verdade, a negligência com a família, célula-mater da sociedade, a demasiada preocupação com o ‘eu’ feliz a qualquer custo, buscando a tal ‘felicidade’ em caminhos eivados de desrespeito para com o seu próximo.
Tenho vergonha de mim pela passividade em ouvir, sem despejar meu verbo a tantas desculpas ditadas pelo orgulho e vaidade, a tanta falta de humildade para reconhecer um erro cometido, a tantos ‘floreios’ para justificar atos criminosos, a tanta relutância em esquecer a antiga posição de sempre ‘contestar’, voltar atrás e mudar o futuro.
Tenho vergonha de mim, pois faço parte de um povo que não reconheço, enveredando por caminhos que não quero percorrer…
Tenho vergonha da minha impotência, da minha falta de garra, das minhas desilusões e do meu cansaço. Não tenho para onde ir, pois amo este meu chão, vibro ao ouvir o meu Hino e jamais usei a minha Bandeira para enxugar o meu suor, ou enrolar o meu corpo na pecaminosa manifestação de nacionalidade.
Ao lado da vergonha de mim, tenho tanta pena de ti, povo deste mundo!
‘De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude. A rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto’.
Rui Barbosa
Texto retirado do site: OPENSADOR
30/09/2013

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Quando a crença se veste de intolerância



"É consenso dizer que não existe excesso de fé. Ela não pode ser submetida a quantificações nem qualificações. Mas é certo dizer, também, que a leitura fundamentalista dos textos sagrados pode resultar em um perigoso excesso: a intolerância religiosa. "A atitude fundamentalista rejeita o pluralismo religioso. Ela parte do princípio de que o texto que a fundamenta contém toda a vontade de Deus e que, por isso, outras expressões religiosas são equivocadas e devem dessa maneira ser combatidas”, conceitua Wagner Lopes Sanchez, sociólogo e pesquisador da ciência da religião. “O fundamentalismo é perigoso porque tira a historicidade da Bíblia. Esquece-se de que ela foi produzida em um certo momento da nossa história e, ainda, escrita por um grupo com interesses específicos, e traz simbologias típicas de uma determinada época”, explica Marcos Lobato Martins, professor de história na Universidade do Estado de Minas Gerais. A leitura saudável desse texto sagrado entende que nele estão escritos princípios morais, que devem ser interpretados e adaptados. 
A questão é quando se leva o texto ao pé da letra, sem admitir que o mesmo senso moral estrutura também outras mitologias. Sem essa flexibilidade e generosidade para compreender a fé do outro, pode-se desembocar em desrespeito e falta de limite. “Seguramente, temos muitos testemunhos históricos dos horrores praticados em nome de Deus em defesa de determinadas idéias religiosas. Além disso, é especialmente intrigante a intolerância ter assumido formas tão violentas assim justamente na religião que sempre apregoou uma ética baseada no amor, no perdão e também na conciliação”, reflete Valério Guilherme Schaper, professor de teologia sistemática e ética da Faculdades EST, em São Leopoldo, RS. 
Por outro lado, o ecumenismo desponta como uma atitude contemporânea e saudável em relação ao convívio das religiões. “De certa forma, o ecumenismo é a rejeição da intolerância religiosa nas fronteiras do cristianismo, mas que se deve abrir também para as demais religiões”, aponta Wagner Lopes Sanchez. O ecumenismo foi entendido como um movimento depois da Segunda Guerra, mas é uma esperança em relação ao diálogo entre os fiéis. O próximo passo é o macroecumenismo, que se estende para outras religiões, traçando um caminho de paz em que a intolerância cede a vez e a compreensão ganha espaços."

Revista Bons Fluidos – Editora Abril - Maio 2008

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Espiritismo entre Linhas

Espiritismo entre Linhas



Mensagem do espírito de 
Eurípedes Barsanulfo, 
sobre o momento atual do nosso 
país e do mundo.


Irmãos queridos:

Diante dessa crise que se abate sobre o nosso povo, face a essa onda de pessimismo que toma conta dos brasileiros, frente aos embates que o país atravessa, nós, os seus companheiros, trazemos na noite de hoje a nossa mensagem de fé, de coragem e de estímulo. Estamos irradiando-a para todas as reuniões mediúnicas que estão sendo realizadas neste instante, de norte a sul do Brasil. Durante vários dias estaremos repetindo a nossa palavra, a fim de que maior número de médiuns possa captá-la. Cada um destes que sintonizar nesta faixa vibratória dará a sua interpretação, de acordo com o entendimento e a gradação que lhe forem peculiares.

Estamos convidando todos os espíritas para se engajarem nesta campanha. Há urgente necessidade de que a fé, a esperança e o otimismo renasçam nos corações. A onda de pessimismo, de descrédito e de desalento é tão grande que, mesmo aqueles que estão bem intencionados e aspirando realizar algo de construtivo e útil para o país, em qualquer nível, veem-se tolhidos em seus propósitos, sufocados nos seus anseios, esbarrando em barreiras quase intransponíveis.
É preciso modificar esse clima espiritual. É imperioso que o sopro renovador de confiança, de fé nos altos destinos de nossa nação, varra para longe os miasmas do desalento e do desânimo. É necessário abrir clareiras e espaços para que brilhe a luz da esperança. Somente através de esperança conseguiremos, de novo, arregimentar as forças de nosso povo sofrido e cansado.

Os espíritas não devem engrossar as fileiras do desalento. Temos o dever inadiável de transmitir coragem, infundir ânimo, reaquecer esperanças e despertar a fé! Ah! a fé no nosso futuro! A certeza de que estamos destinados a uma nobre missão no concerto dos povos, mas que a nossa vacilação, a nossa incúria podem retardar. Responsabilidade nossa. Tarefa nossa. Estamos cientes de tudo isto e nos deixamos levar pelo desânimo, este vírus de perigo inimaginável.

O desânimo e seus companheiros, o desalento, a descrença, a incerteza, o pessimismo, andam juntos e contagiam muito sutilmente, enfraquecendo o indivíduo, os grupos, a própria comunidade. São como o cupim a corroer, no silêncio, as estruturas. Não raras vezes, insuflado por mentes em desalinho, por inimigos do progresso, por agentes do caos, esse vírus se expande e se alastra, por contágio, derrotando o ser humano antes da luta. Diante desse quadro de forças negativas, tornam-se muito difíceis quaisquer reações. Portanto, cabe aos espíritas o dever de lutar pela transformação deste estado geral.

Que cada Centro, cada grupo, cada reunião promova nossa campanha. Que haja uma renovação dessa psicosfera sombria e que as pessoas realmente sofredoras e abatidas pelas provações, encontrem em nossas Casas um clima de paz, de otimismo e de esperança! Que vocês levem a nossa palavra a toda parte. Aqueles que possam fazê-lo, transmitam-na através dos meios de comunicação. Precisamos contagiar o nosso Movimento com estas forças positivas, a fim de ajudarmos efetivamente o nosso país a crescer e a caminhar no rumo do progresso.

São essas forças que impelem o indivíduo ao trabalho, a acreditar em si mesmo, no seu próprio valor e capacidade. São essas forças que o levam a crer e lutar por um futuro melhor. Meus irmãos, o mundo não é uma nau à matroca. Nós sabemos que “Jesus está no leme!” e que não iremos soçobrar. Basta de dúvidas e incertezas que somente retardam o avanço e prejudicam o trabalho. Sejamos solidários, sim, com a dor de nosso próximo. Façamos por ele o que estiver ao nosso alcance. Temos o dever indeclinável de fazê-lo, sobretudo transmitindo o esclarecimento que a Doutrina Espírita proporciona. Mas também, que a solidariedade exista em nossas fileiras, para que prossigamos no trabalho abençoado, unidos e confiantes na preparação do futuro de paz por todos almejado. “E não esqueçamos de que, se o Brasil “é o coração do mundo”, somente será a “pátria do Evangelho” se este Evangelho estiver sendo sentido e vivido por cada um de nós”.

Eurípedes Barsanulfo

Mensagem recebida no Centro Espirita “Jesus no Lar”
Medium - Suely Caldas Schuber 29/05/2012

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Descrição da Vida em Júpiter


Conversas familiares de além-túmulo 
 Bemard Palissy - 


Descrição de Júpiter

Conversas familiares de além túmulo
Revista Espírita, abril de 1858
Bernard Pallissy (9 de março de 1858).

DESCRIÇÃO DE JÚPITER

nota. - Sabíamos, por evocações anteriores, que Bernard Palissy, o célebre oleiro do sexto século, habita Júpiter. As respostas seguintes confirmam, em todos os pontos, o que nos foi dito, sobre esse planeta, em diversas épocas, por outros Espíritos, e por intermédio de diferentes médiuns. Pensamos que serão lidas com interesse, como complemento do quadro que traçamos em nosso último número. A identidade que elas apresentam com as descrições 
anteriores, é um fato notável que é, pelo menos, uma presunção de exatidão.
1. Onde te encontraste, deixando a Terra? - R. Nela ainda habitei.
2. Em que condições estavas? - R. Sob os traços de uma mulher, amante e devotada; não era senão uma missão.
3. Essa missão durou muito tempo? - R. Trinta anos.
4. Lembras do nome dessa mulher? - R. É obscuro.
5. A estima que se tem por tuas obras, te satisfaz, e isso compensa os sofrimentos que suportaste? - R. Que me importam as obras materiais de minhas mãos! O que me importa é o sofrimento que me elevou.
6. Com qual objetivo traçaste, pela mão do senhor Victorien Sardou, os admiráveis desenhos 
que nos deste sobre o planeta Júpiter, que tu habitas? - R. Com o objetivo de inspirar o desejo de vos tornardes melhores.
7. Uma vez que voltas sempre sobre a nossa Terra, que habitaste diversas vezes, deves conhecer bastante o seu estado físico e moral para estabelecer uma comparação entre ela e Júpiter; rogamos, pois, consentir em nos esclarecer sobre diversos pontos. - R. Sobre vosso globo, não venho senão em Espírito; o Espírito não tem mais sensações materiais.
ESTADO FÍSICO DO GLOBO
8. Pode-se comparar a temperatura de Júpiter com a de uma de nossas latitudes? - R. Não; 
ela é branda e temperada; sempre igual, e a vossa varia. Lembrai-vos os campos Elysées que vos foi descrito.

9. O quadro que os Antigos nos deram dos campos Elysées seria o resultado do conhecimento intuitivo que tinham de um mundo superior, tal qual Júpiter, por exemplo? - R. Do 
conhecimento positivo; a evocação permaneceu nas mãos dos sacerdotes.
10. A temperatura varia segundo as latitudes, como aqui? - R. Não.
11. Segundo os nossos cálculos, o Sol deve aparecer aos habitantes de Júpiter sob um ângulo muito pequeno, e dar-lhe, por conseqüência, pouca luz. Podes nos dizer se a intensidade da 
luz é igual a da Terra, ou se é menos forte? -- R. Júpiter está cercado de uma espécie de luz espiritual, em relação com a essência dos seus habitantes. A luz grosseira do vosso Sol não foi feita para eles.
12. Há uma atmosfera? - R. Sim.
13. A atmosfera é formada dos mesmos elementos da atmosfera terrestre? - R. Não; os 
homens não são os mesmos; suas necessidades mudaram.
14. Há água e mares? - R. Sim.
15. A água é formada dos mesmos elementos da nossa? - R. Mais etéreos.
16. Há vulcões? - R. Não; nosso globo não é atormentado como o vosso; a natureza não teve suas grandes crises; é uma morada de bem-aventurados. A matéria nele mal se toca.
17. As plantas têm analogia com as nossas? - R. Sim, porém mais belas.
ESTADO FÍSICO DOS HABITANTES
18. A conformação do corpo dos habitantes tem relação com a nossa? - R. Sim, é a mesma.
19. Podes nos dar uma idéia do seu talhe, comparado ao dos habitantes da Terra
 - R. Grandes e bem proporcionados. Maiores do que os maiores dos vossos homens. O corpo do homem é como a marca do seu espírito: belo onde ele é bom; o envoltório é digno dele; não 
é mais uma prisão.
20. Os corpos ali são opacos, diáfanos ou translúcidos? - R. Há de uns e de outros. Uns têm tal propriedade, os outros tal outra, segundo sua destinação.
21. Concebemos isso para os corpos inertes, mas nossa questão é relativa aos corpos humanos. - R. O corpo envolve o Espírito sem escondê-lo, como um véu leve lançado sobre uma estátua. Nos mundos inferiores, o envoltório grosseiro oculta o Espírito aos seus 
semelhantes; mas os bons nada têm a esconder: podem ler no coração uns dos outros. Que 
seria isso se fosse assim nesse mundo!
22. Há sexos diferentes? - R. Sim; há por toda parte onde a matéria exista; é uma lei da matéria.
23. Qual é a base da alimentação dos habitantes? É animal e vegetal como aqui? 
- R. Puramente vegetal; o homem é o protetor
dos animais.
24. Foi-nos dito que haurem uma parte da sua alimentação no meio ambiente, do qual 
aspiram as emanações; isso é exato? - R. Sim.
25. A duração da vida, comparada à nossa, é mais longa ou mais curta? - R. Mais longa.
26. De quanto tempo é a vida média? - R. Como medir o tempo?
27. Não podes tomar um dos nossos séculos por termo de comparação? - R. Creio que em torno de cinco séculos.
28. O desenvolvimento da infância é proporcionalmente mais rápido do que entre nós?
 - R. O homem conserva a sua superioridade; a infância não comprime a sua inteligência, a velhice 
não a extingue.
29. Os homens estão sujeitos a doenças? - R. Não estão sujeitos aos vossos males.
30. A vida se divide entre a vigília e o sono? - R. Entre a ação e o repouso.
31. Poderias nos dar uma idéia das diversas ocupações dos homens? - R. Seria preciso dizer 
muito. Sua principal ocupação é encorajar os Espíritos que habitam os mundos inferiores a perseverarem no bom caminho. Não tendo infortúnio a aliviar entre eles, vão procurar onde se sofre; são os bons Espíritos que vos sustentam e vos atraem ao bom caminho.
32. Ali se cultivam certas artes? - R. São inúteis. Vossas artes são futilidades que distraem vossas dores.
33. A densidade específica do corpo do homem, lhe permite transportar-se, de um lugar ao outro, sem permanecer, como aqui, atado ao solo? - R. Sim.
34. Experimenta-se o dissabor e o desgosto da vida? - R. Não; o desgosto da vida não vem senão do desprezo de si mesmo.
35. Sendo os corpos dos habitantes de Júpiter menos densos do que os nossos, são formado de matéria compactada e condensada ou vaporosa? - R. Compacta para nós; mas para vós 
ela não o seria; é menos condensada.
36. O corpo, considerado como forma de matéria, é impenetrável? - R. Sim.
37. Os habitantes têm uma linguagem articulada como nós?
 -R. Não; há, entre eles, 
comunicação de pensamentos.
38. A segunda vista é, como se nos disse, uma faculdade normal e permanente entre vós? - 
R. Sim; o Espírito não tem mais entraves; nada está oculto para ele.

39. Se nada está oculto para o Espírito, conhece, pois, o futuro? (queremos falar dos Espíritos 
encarnados em Júpiter) - R. O conhecimento do futuro depende da perfeição do Espírito; tem menos inconvenientes para nós do que para vós; é-nos mesmo necessário, até um certo 
ponto, para o cumprimento de missões que temos a cumprir; mas dizer que conhecemos o futuro sem restrições, seria nos colocar na mesma posição que Deus.
40. Podeis revelar tudo o que sabeis do futuro? - R. Não; esperai até que tenhais merecido sabê-lo.
41. Comunicai-vos mais facilmente do que nós com os outros Espíritos? - R. Sim! sempre: a matéria não está mais entre eles e nós.
42. A morte inspira o horror e o pavor que causa entre nós? - R. Por que seria ela apavorante? O mal não existe mais entre nós. Só o mau vê o seu último momento com pavor; ele teme seu juiz.
43. Em que se tomam os habitantes de Júpiter depois da morte? - R. Crescem sempre em perfeição sem mais suportar provas.
44. Não há, em Júpiter, Espíritos que se submetem a provas para cumprirem uma missão?
 - R. Sim, mas isso não é mais uma prova; só o amor ao bem leva-os a sofrer.
45. Podem falir em sua missão? - R. Não, uma vez que são bons; não há fraqueza senão onde há defeito.
46. Poderias nomear-nos alguns Espíritos, habitantes de Júpiter, que cumpriram uma grande missão na Terra? - R. São Luís.
47. Poderias nomear-nos outros? - R. Que vos importa! Há missões desconhecidas que não têm por objetivo senão a felicidade de um só; estas são, por vezes, maiores: são as mais dolorosas.
OS ANIMAIS
48. Os corpos dos animais são mais materiais do que os dos homens? - R. Sim; o homem é o 
rei, o deus terrestre.
49. Entre os animais há os carniceiros? - R. Os animais não se despedaçam entre si; todos vivem submissos ao homem, amando-se mutuamente.
50. Mas há animais que escapam à ação do homem, como os insetos, os peixes, os pássaros? 
- R. Não; todos lhe são úteis.
51. Foi-nos dito que os animais são os servidores e operários que executam os trabalhos materiais, construindo as casas, etc.; isso é verdade? - R. Sim; o homem não se rebaixa mais 
servindo seu semelhante.
52. Os animais servidores são ligados a uma pessoa ou a uma família, ou são tomados e trocados à vontade, como aqui? -R. Todos são ligados a uma família particular; mudais por 
achar melhor.
53. Os animais servidores, ali, estão num estado de escravidão ou de liberdade; são uma propriedade, ou podem mudar de senhor à vontade? - R. Estão no estado de submissão.
54. Os animais trabalhadores recebem uma remuneração qualquer por seus esforços?
 - R. Não.
55. Desenvolvem-se as faculdades dos animais por uma espécie de educação? - R. Eles o 
fazem por si mesmos.
56. Os animais têm uma linguagem mais precisa e mais caracterizada do que a dos animais 
terrestres? - R. Certamente.
ESTADO MORAL DOS HABITANTES
57. As casas, das quais nos deste uma amostra por seus desenhos, estão reunidas em cidades, como aqui? - R. Sim; os que se amam se reúnem; só as paixões fazem solidão ao 
redor do homem. Se o homem, ainda que mau, procura seu semelhante, que não é para ele senão um instrumento de dor, por que o homem puro e virtuoso fugiria do seu irmão?
58. Os Espíritos são iguais ou de diferentes graus? - R. De diferentes graus, mas de uma mesma ordem.
59. Rogamos consentir reportar-te à escala espírita que demos no segundo número da Revista, e nos dizer a qual ordem pertencem os Espíritos encarnados em Júpiter? - R. Todos 
bons, todos superiores; o bem desce, algumas vezes, no mal; mas o mal jamais se mistura ao bem.
60. Os habitantes formam diferentes povos, como na Terra? -R. Sim; mas todos unidos entre si por laços de amor.
61. Assim sendo, as guerras ali são desconhecidas? - R. Pergunta inútil.
62. O homem poderá chegar, na Terra, a um bastante grande grau de perfeição, para absterse de guerras? - R. Seguramente chegará; a guerra desaparece com o egoísmo dos povos e à 
medida que compreendem melhor a fraternidade.
63. Os povos são governados por chefes? - R. Sim.
64. Em que consiste a autoridade dos chefes? - R. No grau superior de perfeição.
65. Em que consistem a superioridade e a inferioridade dos Espíritos em Júpiter, uma vez que são todos bons? - R. Têm mais ou menos de conhecimentos e de experiência; se depuram em se esclarecendo.
66. Há, como na Terra, povos mais avançados do que os outros? - R. Não; mas nos povos há 

67. Se o povo mais avançado da Terra se visse transportado para Júpiter, que categoria nele 
ocuparia? - R. A classe dos macacos entre vós.
68. Os povos são governados por leis? - R. Sim.
69. Há leis penais? - R. Não há mais crime.
70. Quem faz as leis? - R. Deus as fez.
71. Há ricos e pobres, quer dizer, homens que têm abundância e o supérfluo, e outros a quem falta o necessário? - R. Não; todos são irmãos; se um tiver mais do que outro, ele 
partilhará; mas não se alegraria quando seu irmão desejasse.
72. Segundo isso, as fortunas ali seriam iguais para todos? - R. Eu não disse que todos eram 
ricos no mesmo grau; perguntastes se há os que têm o supérfluo e outros a quem falta o 
necessário.
73. Essas duas respostas nos parecem contraditórias; rogamos concordá-las. - R. A ninguém falta o necessário; ninguém tem o supérfluo, quer dizer que a fortuna de cada um está em 
relação com a sua condição. Estais satisfeitos?
74. Compreendemos agora; mas perguntaremos, ainda, se aquele que tem o menos não é 
infeliz relativamente àquele que tem o mais? - R. Não pode ser infeliz, desde que não é nem invejoso, nem ciumento. A inveja e o ciúme fazem mais infelizes do que a miséria.
75. Em que consiste a riqueza em Júpiter? - R. Que vos importa!
76. Há desigualdades de posições sociais? - R. Sim.
77. Em que são fundadas? - R. Nas leis da sociedade. Uns são mais ou menos avançados na perfeição. Aqueles que são superiores têm, sobre os outros, uma espécie de autoridade, 
como um pai sobre os filhos.
78. Desenvolvem-se as faculdades do homem pela educação? - R. Sim.
79. O homem pode adquirir bastante perfeição na Terra, para merecer passar imediatamente 
para Júpiter? - R. Sim, mas o homem, na Terra, está submetido a imperfeições para que esteja em relação com seus semelhantes.
80. Quando um Espírito que deixa a Terra deve ser reencarnado em Júpiter, fica errante durante algum tempo antes de ter achado o corpo ao qual deve se unir? - R. Fica durante um certo tempo, até que esteja liberto de suas imperfeições terrestres.
81. Há várias religiões? - R. Não; todos professam o bem, e todos adoram um único Deus.
82. Há templos e um culto? - R. Por templo há o coração do homem; por culto o bem que ele faz.
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Texto retirado Revista Espírita - Primeiro Ano – 1858

http://www.espirito.org.br/portal/codificacao/re/1858/04d-conversas-familiares.html (6 of 6)7/4/2004 

quinta-feira, 16 de maio de 2013

O que acontece no plano espiritual quando oramos




Sonhei que fui pro céu e um anjo estava me mostrando o lugar. Caminhávamos lado a lado por um "escritório" cheio de anjos. Meu anjo-da-guarda parou em frente à primeira seção e me disse: - "Esta é a seção dos Recebimentos. Aqui, todos os desejos pedidos a Deus em oração são recebidos."

Olhei ao redor e estava tudo muito movimentado, com muitos anjos selecionando pedidos em volumosas folhas de papel e recados de gente do mundo todo. E aí continuamos a descer por um longo corredor até chegarmos a segunda seção.

Então o anjo me disse: - Essa é a seção de Empacotamento e Entregas. Aqui, as graças e bênçãos pedidas pelas pessoas são processadas e entregues aos que as pediram.

Percebi como, novamente, o lugar estava. Havia muitos anjos trabalhando naquela seção, pois várias bênçãos tinham sido pedidas e estavam sendo empacotadas para a entrega na Terra.

Finalmente, bem distante, no fim daquele corredor paramos em frente a uma porta. Para minha surpresa, havia somente um anjo sentado ali, sem fazer nada. - Essa é a seção do Reconhecimento, disse-me o anjo, admitindo isso, parecendo envergonhado.
- Como assim? Não há nenhum trabalho sendo desempenhado aqui? Perguntei.
- É mesmo muito triste" O anjo suspirou. Depois que recebem as bênçãos que pediram, muito poucos retornam para o Reconhecimento.

- E como podemos reconhecer as bênçãos de Deus? Perguntei-lhe.
- Simples! O anjo respondeu. É só dizer: Obrigado Senhor!
- E quais bênçãos deveriam ser reconhecidas? Novamente perguntei.
- Se você tem comida em sua geladeira, roupas sobre você, um teto e uma cama para dormir, você é mais rico do que 75% das pessoas desse mundo. Se você tem dinheiro no banco, na sua carteira e o troco de uma refeição, está entre os 8% de afortunados do mundo.
- E se você receber isso no seu próprio computador, você faz parte do 1% do mundo que tem essa mesma oportunidade.

- Se acordou hoje com saúde, você é muito mais feliz que os muitos que não conseguirão nem ao menos sobreviver ao dia de hoje.
- Se nunca teve de provar o medo em uma guerra, a solidão da prisão, a agonia da tortura ou pontadas de fome no estômago, está acima de 700 milhões de pessoas nesse mundo.

- Se pode ir à Igreja sem temer assédio, prisão, tortura ou morte, você é mais privilegiado que três bilhões de pessoas no mundo todo.
- Se seus pais estão vivos e ainda vivem juntos, você é ainda mais raro.
- Se pode erguer sua cabeça e sorrir, está entre poucos. Grande número de pessoas está mergulhada em dúvida e desespero.
- Está bem. E agora? Como posso começar?

Se pôde ler essa mensagem, recebeu uma dupla bênção, pois alguém pensava em você como sendo muito especial e você é mais abençoado do que mais de dois bilhões de pessoas no mundo que não conseguem ao menos ler.

Tenha um grande dia. Conte todas as suas bênçãos. E se você não se importa, repasse a todos para lembrá-los o quão abençoados e especiais somos.

         *ATENÇÃO: Departamento de Reconhecimento - "Obrigado, Senhor, pela habilidade de compartilhar essa mensagem e me presentear com tantos amigos com quem posso dividir esta bela lição.
Eu agradeço a Deus por tudo, em especial por toda a minha família e pelos meus amigos!"



AcesseoBlogEspiritismoNaRede http://marcoaureliorocha5.blogspot.com/view/snapshot 

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Editora Virtual O Consolador

Editora Virtual O Consolador

 Vários livros com
download gratuito
este é o endereço
www.oconsolador.com.br/editora/evoc.htm

Vamos ler, estudar e praticar a caridade
 como exemplificou JESUS e Kardec  codificou
 o Espiritismo 

sábado, 6 de abril de 2013

Vejam a beleza desta poesia de EURIPEDES bARSANULFO 
declamado por ALZIRO ZARUR
06/04/2013


video

sábado, 26 de janeiro de 2013







Carta aos Jornalistas

Para: Jornalistas em Geral / Toda a Imprensa Brasileira
Senhores Jornalistas:
Partindo do princípio que o objetivo de todo jornalista ético e sensato é o de informar bem, com coerência, honestidade, dignidade e imparcialidade, preocupando-se sempre com o indispensável conhecimento da causa que leva a reportar, venho apresentar-lhes uma contribuição em cima de um assunto que muitos profissionais do jornalismo, embora bem intencionados, terminam cometendo equívocos lamentáveis, por uma inexplicável ignorância que compromete os seus nomes bem como o dos veículos por onde vinculam as suas matérias ou reportagens.
Falo com respeito ao assunto Espiritismo, tema este que invariavelmente é visto apenas no campo religioso, o que na verdade não é, e sobretudo, o que é mais lamentável, sempre enfocado com afirmativas de conceitos absurdos, oriundos do “achismo” e também de uma cultura criada na cabeça das pessoas, pela intolerância e a desonestidade religiosa.
Não objetivo aqui defender crença ou fé nenhuma, porque não é isto que está em questão. Só quero mesmo prestar contribuição ao gigantesco segmento honesto do jornalismo acerca de uma coisa, como ela realmente é, para que ele esteja melhor informado, sem a menor pretensão de querer fazer com que nenhum profissional o aceite, concorde com os seus postulados e, muito menos, se converta.
Vamos aos assuntos:

Espiritismo não é igreja
Em princípio corrijam a conceituação inicial: Espiritismo não é simplesmente religião. Ele não veio ao mundo com objetivo nenhum de ser religião. Trata-se de uma doutrina filosófica, com base calcada na racionalidade, na lógica e na razão, apenas com conseqüências religiosas, haja vista que os seus adeptos ficam livres da submissão a qualquer religião, por não serem obrigados a coisa nenhuma e nem serem proibidos de nada. Há centros espíritas que se portam como se fossem igrejas, mas isto é produto da concepção equivocada dos seus dirigentes, que ainda sentem a necessidade da rezação, em que pese o Espiritismo ser algo muito acima disto.
Não existe “Kardecismo”, existe “Espiritismo”
O jornalista equivocado costuma utilizar-se da expressão “kardecismo”, para identificar algo que ele imagina ser uma “ramificação” do Espiritismo, achando que Espiritismo é um “montão de coisas” que existe por aí, quando na realidade não é.
A palavra “Espiritismo” foi criada, ou inventada, como queiram, pelo senhor Allan Kardec, exclusivamente, para denominar a doutrina nova que foi trazida ao mundo, por iniciativa de Espíritos, e que tem os seus postulados próprios.
Portanto, qualquer crença ou prática religiosa que utiliza-se da denominação “Espiritismo”, fora desta que se enquadre nos seus postulados, está utilizando-se indevidamente de uma denominação, mergulhando no campo da fraude. Daí a verdade que o nome disto que vocês chamam de “kardecismo”, verdadeiramente é “Espiritismo”.
Apenas para clarear o campo de conhecimento dos que ainda têm dúvidas, em achar que Candomblé, Cartomancia, Necromancia, Umbanda e outras práticas espiritualistas é Espiritismo, vai aqui uma pequena tabela, exemplificando algumas práticas de alguns segmentos, para apreciação daqueles que consideram relevante o uso da inteligência e do bom senso, a fim de um discernimento mais coerente e responsável.
Veja quem adota e quem não adota o quê.


Procedimento, prática ou ritual

Umbanda

Catolicismo

Espiritismo
1

Uso de altares

Sim

Sim

Não
2

Uso de imagens

Sim

Sim

Não
3

Uso de velas

Sim

Sim

Não
4

Uso de incensos e defumações

Sim

Sim

Não
5

Vestimentas e paramentos especiais (sejam médiuns ou não)

Sim

Sim

Não
6

Obrigações aos seus praticantes

Sim

Sim

Não
7

Proibições aos seus praticantes

Sim

Sim

Não
8

Ajoelhar-se, sentar-se e levantar-se em seus cultos

Sim

Sim

Não
9

Bebidas alcoólicas em seus cultos

Sim

Sim

Não
10

Sacerdócio organizado

Sim

Sim

Não
11

Sacramentos

Sim

Sim

Não
12

Casamento religioso e batizados

Sim

Sim

Não
13

Amuletos, patuás, escapulários e penduricalhos

Sim

Sim

Não
14

Hinos e cantarolas nos cultos

Sim

Sim

Não
15

Crença na existência de satanás

Sim

Sim

Não

Como pode, então, um profissional que tem a obrigação de estar bem informado, poder afirmar que Espiritismo e Umbanda são a mesma coisa? Não seria mais coerente dizer que tem mais semelhanças com o Catolicismo, embora não seja também a mesma coisa?
O espírita não tem a menor pretensão de diminuir ou desvalorizar o adepto da Umbanda que, por sua vez, tem também a sua denominação própria que é Umbanda, e não Espiritismo, apenas quer deixar claro que Espiritismo é Espiritismo e Umbanda é Umbanda, assim como Catolicismo é Catolicismo, Protestantismo é Protestantismo.
A afirmativa que alguns fazem, em dizer que tudo é a mesma coisa, com a diferença de que na Umbanda se reúnem negros e pobres e no tal “Kardecismo” se reúnem o que chamam de elites, é extremamente leviana, desonesta e irresponsável. O Espiritismo não faz qualquer discriminação de raças, cor ou padrão social, já que em seu movimento existem inúmeros negros, mulatos, brancos e de todas as etnias.
Allan Kardec não inventou o Espiritismo
Allan Kardec não inventou, ou criou, Espiritismo nenhum. A proposta veio de Espíritos, através de manifestações espontâneas, consideradas como fenômenos, na época, e ele, que nada tinha a ver com aquilo, foi convidado por alguns amigos para examinar e analisar os tais fenômenos, em suas casas, oportunidade em que foi convidado, pelos Espíritos, pela sua condição de pedagogo e educador criterioso, gênio, embaixador de Jesus, a organizar aqueles ensinamentos em livros e disponibilizar para a humanidade.
Ele foi tão honesto e consciente de que a obra não era de sua autoria, que evitou colocar o seu nome famoso na Europa antiga (Hyppolyte Léon Denizard Rivail) como autor dos livros e preferiu utilizar-se de um pseudônimo. É bom que se saiba que o tal professor Rivail era autor famoso de livros didáticos e que tudo o que aparecia com seu nome vendia muito, não apenas na França como em toda a Europa.
Atentem para o detalhe: Os Espíritos optaram por um pedagogo, um professor, e não por um padre, um religioso, o que nos convida a entender que o Espiritismo é escola e não igreja.

Sobre a reencarnação
Não é patrimônio exclusivo do Espiritismo e não foi inventada pelo Espiritismo, posto que é algo conhecido pela maior parte da humanidade, por milênios, muito antes do Espiritismo, que tem apenas 155 anos de idade.
O espírita, depois de estudar a reencarnação, não crê na reencarnação, ele passa a SABER a reencarnação, o que é diferente. Exemplificando: Você crê que a Lua existe ou você sabe que ela existe? Afinal, você pode vê-la e comprovar, inclusive cientificamente? É isto aí.
Portanto a afirmativa de que os espíritas crêem na reencarnação é infantil e sem sentido.


Sobre a mediunidade
Também não é patrimônio exclusivo e nem foi inventada pelo Espiritismo. É uma faculdade humana normal e independe de crença religiosa, já que a pessoa pode possuí-la, com maior ou menor intensidade, acredite ou não. O Espiritismo apenas se dispõe a estudá-la, educar e disciplinar as pessoas que a possuem, para que o seu uso possa ser benéfico a elas e aos outros, absolutamente dentro dos elementares padrões de moralidade. Segundo os postulados espíritas ela não deve ser comercializada, nunca, e deve ser utilizada gratuitamente; todavia é praticada comercialmente em alguns lugares do mundo, por pessoas que são médiuns, inclusive honestas, mas nada sabem sobre Espiritismo, numa comprovação de que ela existe fora do meio espírita.
Qualquer afirmativa do tipo que “alguém tem mediunidade e precisa desenvolver” é vinda de pessoas inconseqüentes, mesmo algumas que se auto rotulam espíritas, posto que o Espiritismo propõe que a faculdade deve ser educada e não desenvolvida.

Sobre o caráter do centro espírita
É um local que deve atuar como escola e não como igreja. A sua proposta é de estudos, sobretudo da matéria que trata da reforma íntima das pessoas, dando ciência do papel de cada um de nós na terra, da nossa razão de existir enquanto criaturas úteis ao nosso próximo, esclarecimento da nossa condição espiritual no presente e no futuro e, principalmente, a nossa conduta moral.
Recomenda a prática da Caridade, sim, mas de forma ampla no sentido de orientar e informar aos outros sobre os meios de libertações dos conflitos, das amarguras, das incompreensões e do sofrimento em si e não esse entendimento estreito de que Caridade se resume apenas a dar prato de sopa ou roupas usadas para pobres, para qualificar o doador como bonzinho.
Adota Jesus, sim, inclusive como o maior modelo e guia que temos para seguir, concebendo o seu Evangelho como a bula coerente a nos conduzir, e não como sendo ele o próprio Deus.
Enfim. O centro espírita é um local de estudo e não de rezação.

Sobre quem é reencarnação de quem
Recentemente vimos um jornalista afirmar, nas páginas da VEJA, que os espíritas juram que Fulano é reencarnação de Cicrano, o que se constitui em um absurdo. Em princípio espírita não adota jura nenhuma. Segundo, que não consta da atividade espírita a preocupação de quem é reencarnação de quem, uma vez que esta discussão é irrelevante, não tem razão nenhuma, não acrescenta absolutamente nada na proposta espírita para a criatura humana, em que pesealguns espíritas, apenas alguns, (nem todos entendem bem a proposta da doutrina) se ocuparem com esse tipo de discussão.
Falar em quem é ou talvez possa ser reencarnação de quem, é conversa amena de momentos de descontração de espíritas, apenas em nível de curiosidade ou especulação, jamais tema de estudo sério da casa espírita.
Ainda que possa existir, em alguns locais de estudos mais profundos e pesquisas espíritas, interesses em trabalhar as questões da reencarnação, os estudiosos apenas sugerem que fulano possa ser a reencarnação de alguém, mas nunca afirmam, apesar de evidências marcantes e inquestionáveis, quando a condução da pesquisa é séria e criteriosa.
Quem anda dizendo que é a reencarnação de reis, de rainhas e de personagens poderosas do passado não são os espíritas, são apenas alguns tolos auto-sugestionados, sem consciência do que falam.
Apologia ao sofrimento
Matérias de revistas e jornais, dentro deste equívoco que nos referimos, chegaram a afirmar, diversas vezes, que o Espiritismo ensina as pessoas a serem acomodadas em relação ao sofrimento e até chegarem a dizer que o sofrimento é bom.
Não condiz com o coerente ensinamento do Espiritismo. Se algum espírita chega a dizer isto, certamente é vítima do masoquismo e, provavelmente, deve praticar um ritual em sua casa, quando, talvez uma vez por semana, colocar a mão sobre uma mesa e dar uma martelada em seu dedo.
Sofrimento não é condição fundamental para a evolução de ninguém, embora entendemos que, ao passar por ele, muitas pessoas terminam acordando para a realidade da vida e mudando de conduta, sobretudo no campo do orgulho, do egoísmo e da presunção.
Mesa branca
Não existe espiritismo mesa branca, alto espiritismo, baixo espiritismo ou qualquer ramificação do Espiritismo, que é um só. O hábito de forrar mesas com toalhas de cor branca, na maioria dos centros espíritas, nada mais é que um hábito de alguns espíritas, de certa forma até equivocados também, uns talvez achando que a cor branca da toalha ou das roupas das pessoas tem algum significado virtuoso, quando na verdade não existe esta orientação no Espiritismo. Muito pelo contrário, seria preferível utilizar toalhas (por que tem sempre que ter toalhas nas mesas?) de outras cores, posto que tecidos em cor branca tem maior facilidade de sujar.
Portanto a citação de “espiritismo mesa branca” é mais uma expressão da ignorância popular, o que não se admite nos jornalistas.
Terapia de vidas passadas
Não é procedimento espírita, em que pese ser recomendável em alguns casos, porém em consultórios de profissionais especializados, geralmente psicólogos ou médicos. É fato, existe, é comprovado, tem resultados cientificamente respaldados, mas não é prática espírita.
Cromoterapia, piramidologia etc…
Se alguém usa uma dessas práticas no espaço físico de uma casa espírita, é por pura deliberação da direção da casa, que se considera livre para fazer o que quiser, até mesmo dar aulas de arte culinária, corte e costura, curso de inglês, informática ou o que quiser, que são atividades úteis, sem dúvidas. Mas não tem a ver diretamente com o Espiritismo.

Sucessor de Chico Xavier
Isto nunca existiu no Espiritismo, em que pese vários jornalistas terem colocado em matérias diversas, quando o Chico Xavier “morreu”, e ainda repetem, talvez querendo estabelecer alguma comparação do Espiritismo (que vêem apenas como religião) com a Igreja Católica, que tem sucessores dos papas, quando morrem. Chico Xavier nunca foi uma espécie de papa, de cardeal ou de qualquer autoridade eclesiástica dentro do movimento espírita.
Divaldo Pereira Franco nunca foi sucessor do Chico, nunca teve essa pretensão, ninguém no movimento espírita fala nisto, que é coisa apenas de páginas de revistas desinformadas sobre o que verdadeiramente é o Espiritismo.

A sua relação com a Ciência
Faz parte da formação espírita a seguinte recomendação: “Se algum dia a Ciência comprovar que o Espiritismo está errado em algum ponto, cumpre aos espíritas abandonarem imediatamente o ponto equivocado e seguirem a orientação da Ciência”.

Mas isto não quer dizer que o que afirma determinadas criaturas, como o padre Quevedo, que se apresenta presunçosamente como cientista, deva ser entendido como Ciência, já que ele não é unanimidade e nem ao menos aceito pela maioria dos cientistas coisa nenhuma. Ele é padre, nada mais do que padre, com um tipo de postura que não aceita nem pela maioria do seio católico, quanto mais pelo científico.
Não é à pseudo-ciência ou a opiniões pessoais de um ou outro elemento, que se diz de Ciência, que o Espiritismo se submete, com esta recomendação, é a Ciência, como um todo, em descobertas inquestionáveis.
Até agora a Ciência não conseguiu apontar e muito menos comprovar erro em um ensinamento espírita, sequer.
Se alguém exige, por exemplo, querer provas por parte dos que afirmam que existe vida fora da Terra, por questão de bom senso deve ter também provas de que não existe. Será que tem?
Medicina e Espiritualidade
Alguns médicos, tradicionalmente, sempre afirmaram que os problemas de saúde das pessoas nada tem a ver com problemas espirituais, porque estes se resumem a crendices. Hoje existe um curso de “Medicina e Espiritualidade”, oficial, dentro da USP (Universidade de São Paulo), a maior Universidade do País, onde são estudados estes questionamentos que alguns continuam a dizer que são crendices. Em nível de informação, sugerimos que os jornalistas se interessem em reportar sobre este assunto, sem que vá aqui a menor intenção de querer converter ninguém. Não se trata de questão religiosa, trata-se de questão científica. Para melhor informação, as aulas deste curso podem ser vistas no site:www.redevisao.net. O telefone da Pineal Mind, onde são ministradas as aulas, é (11) 3209-5531 e o e-mail é faleconosco@uniespirito.com.br onde poderão ser obtidas maiores informações sobre o curso. Toda sexta-feira, às 19 horas, tem aula ao vivo, pelo site, numa webtv.
Diante de todo o exposto sugerimos que os grandes veículos de comunicação de massa, obviamente comprometidos com a credibilidade dos seus nomes, repassem estes esclarecimentos aos seus profissionais de jornalismo, não necessariamente para que eles sejam simpáticos à idéia espírita, já que ninguém é obrigado a aceitar coisa nenhuma, mas para, pelo menos, não comprometerem as suas honorabilidades dizendo mentiras, leviandades e até se expondo ao ridículo reportando sobre um assunto que não entendem.

Muita paz

Fiquem com DEUS
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O Espiritismo

30/07/2012

CHICO XAVIER

Deus nos concede, a cada dia, uma página de vida nova no livro do tempo. Aquilo que colocamos nela, corre por nossa conta." Chico Xavier